quarta-feira, 15 de julho de 2015

Fundema pretende plantar 400 mudas de árvores em Araquari até o final do ano


Tornar a cidade mais bela e proporcionar a aproximação com a natureza. Esse é um dos objetivos da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Araquari (Fundema) que vai implantar no município um projeto de arborização que pretende plantar 400 mudas de árvores até o final de 2015. 
 
As árvores ainda não têm pontos definidos, mas, as mudas já estão sendo separadas. “Todas as espécies serão selecionadas e adequadas para a arborização pública”, informa Adriano Correia Portugal, gerente técnico da Fundema.   
 
Além da estética, Adriano ainda ressalta alguns benefícios que as árvores podem trazer para o ser humano, e um deles é a melhoria na qualidade de vida: “As árvores também proporcionam o bem estar psicológico, proporcionam sombra, protegem e direcionam os ventos, amenizam a poluição sonora, reduzem o impacto das chuvas, melhoram a qualidade do ar e até auxiliam na diminuição da temperatura”, diz. 


Fundema vai implantar lixeiras para coleta seletiva em todos os órgãos públicos do município



As Escolas Municipais, os Centros de Educação Infantil e todos os demais órgãos públicos são os alvos daFundação Municipal do Meio Ambiente de Araquari (Fundema) que deve implantar nas próximas semanas lixeiras para a coleta seletiva. 
 
“O nosso objetivo é incentivar os funcionários, alunos e a própria comunidade a se inserir nessa prática”, comenta Antônio Acir de Almeida, presidente da Fundema.
 
De acordo com ele, é um investimento de baixo custo com retorno de curto prazo. A implantação das lixeiras acontecerá em parceria com a Secretaria de Obras. 
 
“É de conhecimento público que a população brasileira convive com problemas aparentemente não solucionáveis há séculos. As sujeiras nas cidades é um dos desafios mais complexos enfrentados pelas administrações públicas, principalmente porque não dependem apenas de políticas e infraestrutura urbana, mas, da participação da sociedade” explica o engenheiro químico da Fundema, Josenei Soares. 
 
De acordo com os dados da Associação Empresarial para Reciclagem (Cempre), o brasileiro produz de 600 gramas a 1 quilo de lixo por dia e se multiplicado pela quantidade de pessoas que habitam o Brasil, os números passam de 240 mil toneladas de lixo produzidas diariamente. 
 
Contudo, 45% desse lixo é reciclável, mas, o Brasil recicla apenas 2% do lixo urbano, o restante acaba indo para os lixões (75%), aterros controlados (13%) e aterros sanitários (10%). 
 
Araquari já possui uma usina de reciclagem que auxilia na diminuição do lixo da cidade, ao fazer a separação de materiais recicláveis. 


Licitada a obra de construção do Cemitério Vertical de Araquari


Fundação Municipal do Meio Ambiente de Araquari (Fundema) deu mais um passo para a construção do Cemitério Vertical. O projeto foi criado no final de 2014 com o objetivo de modernizar e ampliar o Cemitério Municipal do Centro, localizado na rua Antônio Ramos Alvin.
 
O investimento para a construção total do projeto foi estimado em mais de R$1 milhão, contemplando 12 blocos de jazigos, contendo 216 lóculos cada, totalizando 2.592 lóculos.
 
Contudo, nesta primeira etapa será construída apenas uma parte do cemitério. “Nós inicialmente licitamos um bloco com 216 lóculos e estamos aguardando agora a empresa MGP Construtura que foi a vencedora da licitação, dar início às obras”, informa Antônio Acir de Almeida, presidente da Fundema.
 
O valor da licitação foi de mais de R$106 mil. O atual terreno onde está localizado o cemitério possui mais de 5 mil metros quadrados e a área total construída do projeto completo atinge mais de mil metros quadrados.
 

Corrida Rústica de Araquari recebe mais de 300 atletas


O cenário era de exercícios e alongamentos pelas ruas do Centro que foram interditadas para a 16ª Corrida Rústica de Araquari. Homens, mulheres, jovens e idosos participaram da competição que teve a largada às 16 horas, da frente do Ginásio Municipal Moacir Iguatemy da Silveira, localizado na rua Antônio Carlos Sprotte.
A corrida é uma realização da Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo, Lazer e Esportes e em parceria com a Associação Corville de Atletismo. “Nós recebemos mais de 300 atletas vindos de diversas partes do país, desde Santa Catarina como Joinville, São Francisco do Sul, Itajaí e Timbó, até Curitiba”, informa Sanderlei Luís da Conceição, professor de educação física do município e um dos organizadores do evento.
Em 2014, o evento registrou mais de 250 inscrições para a corrida e de acordo com o secretário de Turismo, Lazer e Esportes, Paulino Sergio Travasso, este ano superou as expectativas. “Nós realmente ficamos surpresos com o número de atletas inscritos e com a receptividade deste evento pelos competidores. Esse é um evento que já faz parte do calendário do município e vamos procurar melhorar a cada ano com o objetivo de torná-lo referência nesta modalidade”.
Quem esteve por aqui para ver um parente, amigo ou conhecido correr também gostou da organização. “Eu vim de Itajaí para ver a mãe das crianças que eu cuido. Ela sempre está nesses eventos e eu achei muito legal”, conta Marlene Patrício.
A atleta paraolímpica Ádria Santos também prestigiou o evento e participou da entrega das premiações, juntamente com autoridades locais.
E nem a idade segurou os atletas. Energia, disposição e vontade de colocar o tênis no chão fez com que muitos competidores já da terceira idade fossem destaques do evento.
Maria Aparecida Leonel tem 50 anos, ainda não se enquadra na terceira idade, mas, foi ela quem conquistou o primeiro lugar na categoria Geral Morador Feminino. “Eu já corro há 16 anos e já conquistei sete vitórias. Acho muito importante os municípios incentivarem este tipo de esporte”, comenta.
Além desta categoria, teve classificação e premiação com medalha e dinheiro para as categorias Geral Masculino e Feminino – 10 km, Masculino e Feminino - 10 km, Masculino e Feminino - 5 km, Geral Masculino e Feminino Moradores de Araquari - 5km e premiação também para as maiores equipes.
Confira a premiação:
 
GERAL MASCULINO E FEMININO – 10 km
 
Classificação | Premiação
 
1º Lugar: Troféu + R$ 600
2º Lugar: Troféu + R$ 400
3º Lugar: Troféu + R$ 250
4º Lugar: Troféu + R$ 200
5º Lugar: Troféu + R$ 150
 
CATEGORIAS MASCULINO E FEMININO – 10 km
 
Classificação | Premiação
 
1º Lugar: Troféu + R$ 60
2º Lugar: Troféu
3º Lugar: Troféu
 
GERAL MASCULINO E FEMININO – 5km
 
Classificação | Premiação
 
1º Lugar: Troféu + R$ 200
2º Lugar: Troféu+ R$ 150
3º Lugar: Troféu + R$ 100
4º Lugar: Troféu
5º Lugar: Troféu
 
GERAL MASCULINO E FEMININO – MORADORES EM ARAQUARI - 5km
 
Classificação | Premiação
 
1º Lugar: Troféu + R$ 200
2º Lugar: Troféu+ R$ 150
3º Lugar: Troféu + R$ 100



 

No palco do Festival de Dança de Joinville


Alunas de dança de Araquari são aprovadas para a Mostra Competitiva
O clima é de empolgação, dedicação e satisfação. Assim, as alunas de dança da Casa da Cultura de Araquaripassam os dias de ensaio após a novidade da aprovação para dançar no Festival de Dança de Joinville. Essa é a segunda vez que as meninas ocupam os palcos do evento, contudo, a primeira vez em que são aprovadas para competir no palco do Centreventos Cau Hansen. 
 
“Nós estamos muito felizes. É a realização de um sonho e vamos dar o nosso melhor para vencermos a competição”, diz Sarah Krubek Duarte de 14 anos que vai dançar nas duas coreografias da Mostra Competitiva. 
 
Ao todo, seis coreografias foram enviadas para a avaliação, onde, três delas passaram para o Palco Aberto, sendo duas na categoria infantil e uma na categoria junior. Uma das coreografias ainda está em espera, aguardando a segunda chamada para o Meia Ponta na categoria infantil e duas passaram para a Mostra Competitiva na categoria junior, são as coreografias “Renda Renascença” (Jazz) e “Ganzás, Bombos e Zabumbas – é o coco que vai começar” (dança popular). 
 
Para a professora das meninas, as aprovações foram grandes conquistas. “É muito difícil entrar no Festival de Dança e nós estamos muito felizes porque conseguimos aprovar praticamente seis coreografias. É sem dúvida uma grande vitória de todo o grupo”, comenta Patrícia Dalchau. 
 
Patrícia e Valdirene Bernardi sãos as responsáveis pelos ensaios e coreografias das garotas. Juntas seguem os treinos e já reconhecem um novo desafio: “Ano passado elas já foram aprovadas para o Palco Aberto, o que fez com que elas evoluíssem muito na dança e esse ano, o desafio é fazer com que nossas coreografias sejam grandes, que elas possam ocupar todo o palco”, diz Patrícia. 
 
Os ensaios da coreografia “Renda Renascença” já acontecem desde janeiro de 2014, já a coreografia “Ganzás, Bombos e Zabumbas – é o coco que vai começar” teve início em novembro do ano passado. 
 
Além de ser uma experiência para o grupo, as aulas e as conquistas da equipe de dança de Araquari têm incentivado algumas das alunas a pensarem na dança como uma profissão, como Andriele Cristine Oliveira Miranda de 13 anos que já dança há quatro anos. “A gente sempre está se esforçando e é isso que eu gosto de fazer. Eu com certeza vou seguir carreira na dança”, conta.
 
Contudo, no momento, o pensamento das garotas está em uma única coisa: “A gente se dedicou muito para participar do Festival e vai se dedicar muito para as competições”, completa Andriele.
 
Essa será a 33ª edição do Festival de Dança de Joinville e está marcada para acontecer de 22 de julho a 1º de agosto. Foram inscritas para participar do evento 2.526 coreografias, onde 172 trabalhos foram aprovados para a Mostra Competitiva, 32 para o Meia Ponta e 249 para os Palcos Abertos.  


Primeira Audiência Pública para discutir o Plano de Saneamento Municipal é realizada em Araquari


O primeiro passo para a realização do Plano de Saneamento Básico do Município já foi dado: iniciar um diagnóstico para levantar os problemas enfrentados por Araquari na atualidade. Esse trabalho está sendo feito por meio de um convênio entre a Prefeitura, a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Araquari (Fundema), aFundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) que está com os especialistas no município para fazer os estudos.
 
Os tópicos que estão sendo analisados são: abastecimento de água, esgoto, resíduos sólidos, drenagem e controle de vetores. “Esse plano de saneamento tem por objetivo levantar metas a partir dos diagnósticos dos problemas hoje existentes nessas áreas no município e identificar aonde o município quer chegar nos próximos 20 anos” informa Josenei Soares, engenheiro químico da Fundema. 
 
Esse diagnóstico já está em andamento e a primeira audiência pública que foi realizada ontem (22) na Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Araquari (ACIAA), reuniu apenas 20 pessoas entre membros da comunidade e autoridades locais, mesmo com a divulgação do evento antecipada. 
 
“Essa é uma oportunidade de colocar no papel o que será feito para melhorar Araquari quando o assunto é saneamento básico e é de extrema importância a presença da população. Nós precisamos que a comunidade participe, que opine, que dê sugestões, afinal, são os moradores que melhor conhecem sua realidade, sabem dos problemas que enfrentam em seu bairro e nós precisamos desta contribuição”, comenta Antônio Acir de Almeida, presidente da Fundema. 
 
A próxima audiência pública está marcada para acontecer hoje (23), na Escola Municipal João Agnelo Vieira, localizada na rua Nossa Senhora das Graças, sem número, no bairro Rainha. 
 
Além de Araquari, outros 12 municípios, com até 50 mil habitantes também estão tendo seu Plano de Saneamento elaborado pela Funasa. “Com este plano pronto nós poderemos correr atrás de recursos federais para aplicar os projetos que Araquari precisa na área de saneamento básico e poderemos exigir melhorias”, diz Josenei. 
 
O plano vai apresentar metas que Araquari precisa cumprir, projetando dados de crescimento da população por ano, até 20 anos e outras informações que forem pertinentes para sua composição. Existirá ações emergenciais, ações previstas para 5 anos, 10 anos e 20 anos, de acordo com as prioridades. 
 
Após sua elaboração, o plano irá para a Câmara de Vereadores para ser aprovado pelo legislativo e em seguida para o prefeito municipal para ser sancionado e assim se torna lei. “Sem o Plano de Saneamento, o município não consegue investimentos federais”, informa Tiago Rosso Urbano, engenheiro civil da Unesc. 
 
“Saneamento Básico significa saúde”, comenta o prefeito João Pedro Woitexem durante o evento. O prefeito acredita que investindo no saneamento básico é possível reduzir o número de doenças de veiculação hídrica, como a diarreia e a esquistossomose e, melhorar assim, a qualidade de vida da população. Além de diminuir gastos na saúde que podem ser investidos em outras ações de maior impacto para a saúde.
 
Segundo os especialistas da Funasa para cada R$1 investido pelos governos em saneamento básico, pode ser economizado R$4 em custos no sistema de saúde.

Da indústria para o campo


Trabalhador deixa o trabalho de fábrica para plantar maracujá
Há 14 anos, a vida de Silvio Marckovisky deixou de ser entre as máquinas das fábricas a qual trabalhou e passou a ser em meio às plantações, na área rural. Ali, entre os 500 pés de maracujá, a plantação de aipim e pepino, ele se encontrou e descobriu uma forma mais tranquila, porém, também de muito trabalho, de ganhar o sustento de sua família. 
 
Todos os dias, Silvio acorda cedo e vai para o campo dar uma olhada em suas plantações, tirar os frutos que não vão crescer, limpar a área e ficar de olho na produção. 
 
Na companhia de seus três amigos de quatro patas, que avisam ora ou outra sobre a chegada dos visitantes, com um latido macio e até amigável, ele passa seu dia entre as parreiras de maracujá. “O plantio a gente começa em agosto e setembro e em dezembro já está pronto para colher”, informa Silvio.
 
Na roça, Silvio trabalha sozinho e de vez em quando, ao perceber que precisa de uma força, contrata dois rapazes conhecidos para ajudá-lo na colheita. 
Segundo ele, cultivar o maracujá não é fácil. Existem dificuldades como o próprio clima que pode influenciar no desenvolvimento do fruto, e outros fatores que tornam ainda mais complicado seu cultivo. “Os insumos e adubos acabam se tornando muito caro”, comenta. 
 
Mas, é vencendo essas dificuldades que ele segue firme no que faz. Atualmente produz em média duas caixas por pé e possui 500 pés, totalizando mil caixas do fruto por safra. As vendas são boas, mas, é na Festa do Maracujá que ele consegue uma renda melhor. “Quando tem a festa a gente sempre vende mais”, afirma.
Além de vender o fruto in natura para os clientes que há tantos anos cultiva, ele e a esposa vão pela sétima vez participar da Festa do Maracujá de Araquari e prometem levar para a venda um produto diferente: “Nós vamos levar este ano frapê de maracujá que a minha esposa mesmo faz”, diz. 
 
O frapê é uma bebida feita com leite e com o suco do fruto, que de acordo com o agricultor, já foi provado no evento de Degustação realizado para divulgar a festa e fez muito sucesso.
Silvio é um dos produtores do maracujá da região que acabaram desenvolvendo algum produto com seus frutos para obterem uma renda extra, por incentivo da unidade da Epagri de Araquari. 
 
Em 2013, haviam 13 produtores de maracujá no município e este ano (2015), a Secretaria da Agriculturaconstatou um aumento de 70% dos produtores.  “A nossa última safra, em 2014 passou de 400 toneladas e a expectativa esse ano é passarmos das 600 toneladas de maracujá”, comenta Sanderlei de Jesus Duarte, secretário da Agricultura. 
 
De acordo com Sanderlei, a Secretaria da Agricultura ainda busca incentivar os agricultores custeando 50% do adubo,  50% do frete do calcário e 50% das mudas de maracujá.